20/01/2025

A história do Spotify, o downfall da Apple, the hot corner e marcas cool

quem é seu maior concorrente?

bom dia. não podemos esquecer que pessoas capazes de alcançar coisas incríveis geralmente assumem riscos que podem trazer consequências negativas na mesma intensidade.

uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para sua marca. 💭

LESSON OF THE WEEK

Já que vocês curtiram o papo sobre a indústria da música na semana passada, decidimos mergulhar ainda mais nesse universo.

O Spotify quase foi uma empresa de anúncios

Brincadeiras à parte, mas no início, o Spotify parecia mais uma grande jogada publicitária do que o streaming que conhecemos hoje. A plataforma nasceu como uma tentativa de combater a pirataria, oferecendo música gratuita financiada exclusivamente por anúncios segmentados.

  • O plano era simples 🎯: usar dados de escuta para criar campanhas personalizadas e convencer a indústria da música de que o modelo não prejudicaria suas receitas.

Mas aí vieram as gravadoras. Com medo de que a versão gratuita canibalizasse as vendas tradicionais de música, elas deram um ultimato: ou o Spotify criava um modelo pago, ou nada de licenciamento. Foi assim que nasceu a assinatura premium, meio que como um acordo:

"Vocês nos dão as músicas, e nós garantimos que as pessoas tenham a opção de pagar para não ouvir anúncios". Veja o early days do produto aqui.

One-time purchase vs. Subscription model

Enquanto isso, em 2006, o iTunes dominava a categoria com seu modelo de venda por música. O usuário escolhia, comprava e, só então, ouvia. O Spotify veio com outra ideia: playlists. Era como ter uma trilha sonoras sob medida para cada momento — menos escolha manual, mais escuta passiva. E isso fez com que o verdadeiro concorrente do Spotify não fosse o iTunes, mas o silêncio.

Essa mudança revolucionou a economia da música. As playlists viraram o centro das atenções, deslocando o foco dos artistas para a experiência do ouvinte. Labels investiram mais em posicionar músicas em playlists do que em desenvolver carreiras. Não à toa, desde 2020, o número de músicas antigas em alta nas plataformas cresce. A nostalgia é mais fácil de playlistar.

A obsessão pelas playlists chegou ao ponto de o Spotify começar a criar músicas sob medida, o chamado "Perfect Fit Content" (PFC). Essas faixas, feitas para se encaixar perfeitamente em playlists específicas, competem diretamente com músicas de artistas reais. O objetivo? Priorizar a funcionalidade e a experiência do ouvinte.

O impacto na indústria

Essa estratégia não apenas mudou a forma como consumimos música, mas também redefiniu o modelo de monetização da indústria, baseando-se em repetições: quanto mais uma música é ouvida, mais valor ela gera. Assim, o Spotify não apenas democratizou o acesso à música, mas também transformou toda a indústria ao reforçar a ideia da música como commodity.

🌀 Uma revolução que transformou toda a categoria e mostrou como um modelo de negócios inovador pode mudar a forma como consumimos cultura.

TREND TO WATCH

Don’t get too comfortable: O downfall da Apple?

Toda marca tem seu produto hero, e para a Apple, é o iPhone. Por anos, o iPhone foi o símbolo máximo de inovação, status e design impecável. Mas será que a Apple se acomodou no trono?

  • As vendas estão em queda, e o iPhone 16 não conseguiu reverter esse cenário, registrando 10% a menos de vendas no último trimestre em relação ao ano anterior. O império que já dominou o mercado global agora encara uma crise de relevância.

O que está acontecendo?

🚨 De inovadora a ultrapassada? O iPhone já foi sinônimo de game-changer, mas, nos últimos anos, os lançamentos parecem mais incrementais do que revolucionários. Enquanto concorrentes como Huawei e Samsung trazem features verdadeiramente transformadoras, a ausência de recursos avançados de IA nos iPhones reforça a sensação de que a Apple está um passo atrás em um mercado que avança cada vez mais rápido.

🔌 Inovação que não conecta: Quase 3/4 das pessoas só trocam de iPhone quando o antigo já está inutilizável. A Apple aposta em vender "novos recursos" para manter a percepção de inovação, mas apenas 18% dos consumidores trocam por essas novidades. Será que essa estratégia sozinha conecta com quem realmente sustenta as vendas?

♻️ Desconexão da marca: A campanha do iPhone 15, “Newphoria”, convidou os consumidores a "abandonar" seus celulares antigos para comprar um novo. Mas, em uma era onde sustentabilidade é prioridade, o luxo não é mais sobre ostentação ou desperdício e, sim, investimento consciente. Essa narrativa soa fora de sintonia com os valores do consumidor.

🇨🇳 China vira o jogo: A China, que já foi um pilar de vendas para a Apple, viu uma queda de 40% nas vendas de iPhones. Enquanto isso, marcas locais como Huawei e Vivo ganham força, impulsionadas pela tensão comercial entre EUA e China.

O que define o valor de uma marca?

Não é sobre quantos posts nas redes sociais falam da sua marca ou quantas pessoas defendem ela. O verdadeiro valor está na capacidade de cobrar um premium — e, mais importante, sustentar esse diferencial ao longo do tempo.

Quando a diferença de preço entre o seu produto principal e o da concorrência começa a diminuir para sustentar o crescimento, a mensagem fica clara: a percepção de valor está enfraquecendo, e a concorrência está inovando mais rápido e entregando melhor.

Acomodação ou crise?

Ser líder em vendas não protege uma marca de perder relevância. A Apple ainda domina os números, mas sua narrativa está perdendo força, levando os consumidores a questionar a confiança na marca. Concorrentes estão mais conectados, rápidos e alinhados com o consumidor atual. Como será que a Apple vai evitar se tornar a Starbucks do mundo tech?

Será que a história está se repetindo? Veja o que Steve Jobs disse sobre a queda das ações da Apple em 1996.

TO KEEP YOU INTERESTING

The Hot Corner 🔥

📉 Stats of the day: TikTok é a segunda principal escolha para social shopping entre os jovens e movimentou US$ 24,2 bilhões para o PIB dos EUA em 2023. Só para pequenos negócios, foram US$ 14,7 bilhões em receita, sustentando 224 mil empregos. 😮

🤔 Did You Know? Dá para ouvir o que está tocando nas rádios ao redor do mundo todooo: músicas, debates políticos, anúncios... Aperte o play aqui e explore.

📚 Worth a Read: Same as Ever — A Guide to What Never Changes. Esse livro mostra que, por mais que o mundo mude o tempo todo, algumas coisas permanecem as mesmas. E é entendendo essas common trends da história que conseguimos, de certa forma, "prever" o futuro e tomar decisões mais inteligentes.

📊 Flash poll: 

56.51% de vocês votaram Não no poll da semana passada: De forma geral, você concorda com a nova estratégia de moderação de conteúdo da Meta?

Se o TikTok fosse banido no Brasil hoje, como você acha que isso impactaria sua estratégia de marca?

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Deixe sua opinião — ela é anônima, e compartilharemos os resultados na próxima semana.

FUN OF THE WEEK

Essas marcas vão alterar sua percepção de tempo

Vamos relembrar suas aulas de história. 📜 Por mais que a gente estude a matéria na escola durante anos, às vezes não compreendemos ou nos confundimos sobre quais períodos históricos aconteceram ao mesmo tempo.

🧐 Curiosidade: isso pode acontecer porque os continentes eram muito segregados culturalmente antes da globalização.

Existem algumas marcas centenárias que perpassam por fatos históricos — e elas podem te chocar. Aqui, estão 3 afirmações sobre marcas e momentos importantes da história, e você precisa adivinhar qual é a incorreta. Let’s try it out:

  • Quando a Coca-Cola surgiu a Inglaterra ainda era governada pela Rainha Vitória.

  • O primeiro produto da Disney, um desenho animado, que estreou a empresa, aconteceu no ano e durante a quebra da bolsa de valores de NY.

  • A Nintendo foi fundada no mesmo ano e mês em que a Proclamação da República no Brasil.

(continue rolando para descobrir a resposta)

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🧊 Você é o sortudo que vai achar o palito premiado? A Kibon também surfa na onda da nostalgia e relança a promoção "Palito Premiado" nos picolés da linha Fruttare.

📺 E agora, Boninho? O iFood aproveita o primeiro ano do ex-diretor do BBB fora do reality e o coloca como protagonista de sua nova campanha, revelando o próximo capítulo de sua trajetória. O Bradesco também surfa na onda de Boninho e lança uma campanha com ele e sua esposa.

📦 O que cabe na caixa? A Careem lança essa campanha icônica para divulgar o Careem Box, seu serviço de entrega que promete transportar qualquer coisa que caiba na icônica caixa verde.

📸 Banidos até nas redes sociais? Em uma jogada ousada, a Jordan Brand desativou suas contas para lançar o icônico Air Jordan 1 "Bred", recriando a sensação de exclusividade e rebeldia do modelo banido pela NBA em 1985.

🍺 Heineken 0.0 quer provar que ninguém precisa de desculpas para beber sem álcool. Já sentiu essa? Na sua nova campanha, a marca desafia estigmas e pressões sociais da Gen Z. E falando em zero álcool, essa marca também vem se destacando no tema.

TRENDING TOPICS OF THE YEAR
Marcas precisam seguir a cultura 🔥

Para sempre ficarmos de olho nos principais assuntos abordados, deixamos aqui os que ficaram mais em alta segundo o Google Trends nesta última semana (top 5):

  1. Clubes de futebol (Noroeste, Bragantino…) 🥅

  2. SiSu e INEP 🖋️

  3. Campeonato Paulista de Futebol ⚽️

  4. ENEM 📝

  5. Australian Open 🎾

Before 👋🏻 coisas que você precisa saber

📰 Jornais are back? Ano passado, os branded newspapers ficaram trending. Eles oferecem um espaço para marcas contarem histórias, darem spoilers de lançamentos, compartilharem promoções e explorarem suas origens — tudo com aquele toque nostálgico do impresso.

🤑 Tá tudo caro demais! Então, vamos de cópia? Na semana passada, falamos sobre a cópia de produtos, mas e a de pessoas? Brincadeiras à parte, mas algumas marcas estão encontrando formas criativas de se conectar com o público usando look-alike de celebridades.

📱 Todo mundo tá fingindo que vai comprar o TikTok pra ganhar atenção — do MrBeast ao Mr. Wonderful, até o rapper Meek Mill. Mas a real é que nenhum deles tem grana ou estrutura pra rodar a plataforma. Sem um novo dono e um futuro incerto, a nova aposta é a Rednote, enquanto outras, como Substack, oferecem recompensas para criadores que migrarem seus públicos.

Cool brands alert ‼️
RESPOSTA

 A Coca surgiu em 1886, e na época, a Inglaterra ainda era governada pela Rainha Vitória, que reinou de 1837 até sua morte em 1901. Ou seja, a bebida nasceu nos últimos anos da Era Vitoriana, um período marcado por grandes avanços industriais, científicos e culturais.

 Criada originalmente como Disney Brothers Cartoon Studio por Walt Disney e seu irmão, a empresa que se tornaria o maior conglomerado de entretenimento do mundo começou sua história em outubro de 1923, com a distribuição da série Alice Comedies, alguns anos antes da crise de 1929.

 A Nintendo foi fundada em 23 de setembro de 1889, o mesmo ano da Proclamação da República no Brasil, ocorrida em 15 de novembro. Criada por Fusajiro Yamauchi, a empresa nasceu em Kyoto, no Japão, e começou como fabricante de cartas de baralho artesanais chamadas hanafuda.

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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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