13/01/2025

A evolução da indústria da música, dupes x falsificação e tópicos para te tornar mais interessante

você prefere copiar ou ser copiado?

bom dia. às vezes, o que parece uma cópia é só uma versão mais inteligente. qual é o limite entre o dupe e o gênio?

uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para sua marca. 💭

TREND TO WATCH

Do vinil ao TikTok: como a indústria da música se reinventou e nos trouxe juntos

A indústria da música não apenas acompanhou as mudanças de comportamento do público, mas também ajudou a moldá-las. É essa combinação de adaptação e influência que pode explicar sua relevância contínua ao longo das décadas. Vamos dar um play nessa evolução. 🎶

⏪ Voltando para os anos 2000: uma faixa por vez (literalmente)

Naquela época, a regra era clara: os álbuns completos dominavam a estratégia dos artistas. As gravadoras apostavam em lançamentos a cada 2-3 anos, preenchendo os intervalos com singles promocionais — Britney Spears, por exemplo, lançou Oops!... I Did It Again em 2000 e Britney em 2001 — para manter o interesse do público.

Quem liderava o ranking da nossa playlist? Michael Jackson, Madonna e Nirvana eram reis e rainhas. A música internacional não era só entretenimento, — era um símbolo de modernidade e status. Por isso, e também pelos desafios que a música brasileira enfrentava na exportação, os artistas internacionais acabavam ganhando mais visibilidade.

2010s: A revolução do streaming e o coração brasileiro no topo

Avançando uma década, os ventos começaram a mudar. Sertanejo, funk e pagode ganharam força. Jorge & Mateus, Ivete Sangalo e Zezé Di Camargo & Luciano não só dominavam rádios e programas de TV, mas colocavam a música brasileira no coração do consumidor.

Foi nessa época que o streaming entrou em cena, e com ele, uma nova dinâmica: o single se tornou o protagonista. Artistas começaram a lançar músicas com maior frequência para manter relevância — um movimento impulsionado pelas playlists das plataformas, a democratização da produção musical e pela urgência do público por novidades.

De 2020 em diante: singles, collabs e o poder do TikTok

Chegamos ao presente, onde a música é rápida, visual e multiplataforma. Lançar singles regularmente antes de compilar álbuns completos se reforçou como padrão. A era do "sumir para compor" deu lugar à criação constante de momentos virais e pontos de contato.

As collabs entre artistas dispararam, promovendo crossovers improváveis que refletem nossas identidades multifacetadas. Hoje, artistas transitam entre gêneros para ampliar o alcance. Taylor Swift exemplifica isso: do country ao rap, ela se reinventa para falar com públicos diversos.

O grande marco desta década, no entanto, é a influência das redes sociais na música. TikTok, Instagram e outras plataformas tornaram a descoberta musical dinâmica e instantânea. Trechos virais de 15 segundos agora impulsionam faixas inteiras, e até o streaming parece “lento demais” frente à velocidade desses snippets.

🔢 Números que impressionam

- Em 2020, 176 músicas ultrapassaram 1 bilhão de views no TikTok, e 90 delas entraram no Top 100 da Billboard. Dessas, 15 chegaram ao #1 no ranking.

- Músicas de artistas independentes viralizam de forma orgânica, muitas vezes superando o alcance de grandes gravadoras. aka Gracie adamas e Lauren Smith.

E tudo isso também deu à música brasileira 🇧🇷 um novo olhar: mais protagonismo dentro e fora do país, o surgimento e a consolidação de novos gêneros musicais (ex.: MTG), além do destaque para artistas independentes, que fortaleceram e reforçaram a relevância da nossa cultura.

O que antes era privilégio de grandes estrelas e contratos milionários agora está ao alcance de qualquer artista com criatividade, autenticidade e estratégia digital. Desconhecidos podem transformar sons em fenômenos globais, criando comunidades engajadas que transcendem fronteiras culturais e geográficas.

Takeaways da indústria da música: o que as marcas podem aprender?

1. Adapte sua frequência à necessidade do público: A música mostrou que regularidade é essencial para se manter relevante. Qual a versão “single” do seu produto?

2. Seja visual e emocional: O TikTok provou que ouvir não basta. Vídeos curtos criam conexões profundas. Como você pode contar histórias mais cativantes?

3. Crie crossovers estratégicos: As collabs dominaram o mercado musical. Pense em como unir forças com parceiros que agreguem valor à sua marca.

4. Vá além do seu nicho: Assim como a música brasileira expandiu seu espaço, marcas podem conquistar públicos antes inexplorados ao celebrar suas raízes e valores.

👉🏻 Descubra aqui as trends e previsões que vão transformar a indústria da música em 2025.

COMPORTAMENTAL

Os dupes são as novas falsificações?

🧴 Situação hipotética: fim de mês, bolso vazio e limite do cartão estourado. Justo nesse dia, seu protetor solar favorito (e caríssimo) acaba. Eu não sei você, mas a estag aqui vai comprar um dupe dele, que conheceu no tiktok, por meio de alguma creator — e ainda vai achar o máximo!

Deep diving: 'Dupe' é a abreviação de duplicates, nada mais que cópias de produtos de alta qualidade, cada dia mais comuns entre a Gen Z, principalmente nos segmentos de moda e beleza.

Ps: a tendência é tão forte, que existe até um site para encontrá-los, o dupe.com.

Mas isso já não existia com os produtos falsificados?

Mais ou menos. Modas falsificadas pegam emprestado o prestígio de marcas icônicas, e dão a ilusão de que alguém está usando uma marca icônica. Já os consumidores dos produtos falsificados, esperam que ninguém saiba — e as marcas que os fabricam, realmente esperam que ninguém descubra... porque estão infringindo a lei.

  • A cultura do dupe, por outro lado, vê as pessoas proclamando orgulhosamente o quanto economizaram ao evitar a marca mais cara, como símbolo de esperteza, perspicácia. Isso por que os dupes não fingem ser a marca original, apenas se opõem.

"Gosto de pensar que tenho a habilidade especial de encontrar coisas que parecem muito mais luxuosas do que seu preço reflete", escreveu a editora de moda da Vogue, Mai Morsch.

🤘🏻 É uma espécie de contracultura para quem busca estilo com orçamento limitado, uma vez que jovens têm rejeitado a ideia de que apenas o nome da marca justifica um preço tão alto. Isso reflete a crise que enfrenta o mercado de luxo, e nas marcas que têm ganhado destaque, como o Walmart e a “Wirkin” recentemente.

E como as originais devem reagir?

Não há resposta certa, mas diante de tudo, a superioridade moral talvez não seja a melhor estratégia. Sempre tem uma forma de sair por cima, take a look:

🤸🏻‍♀️ A Lululemon convidou consumidores em Los Angeles para um evento de “Dupe Swap", em que era possível levar seus dupes e trocar pelo produto real. De acordo com a marca, 50% dos que vieram para a troca se tornaram clientes, e o buzz gerado pelas postagens das trocas foi imensurável. Descubra mais aqui.

💇🏻‍♀️ Já a Olaplex, marca de haircare, enganou os consumidores ao lançar o produto Oladupé, um creme de embalagem quase idêntica ao best-seller original, da própria marca. Depois de uma mobilização de mais de 700 influencers com unboxings e uma comoção pela tentativa de compra, a CEO revelou que o frasco do Oladupé, na verdade, era da própria Olaplex, e continha o mesmo produto que o original. Não passava de uma estratégia — bem-sucedida, por sinal, gerando 400 posts de creators e 21,9 mi de visualizações na hashtag #Oladupe. Saiba mais aqui.

Depois desse deep dive, conta pra gente aqui: qual sua opinião sobre a cultura dos dupes?

TO KEEP YOU INTERESTING

The Hot Corner 🔥

📉 Stats of the day: A cada minuto, os consumidores gastam 1 milhão de dólares online, realizam 1,4 milhão de chamadas de vídeo e voz, compartilham 150.000 mensagens no Facebook e assistem a 404.000 horas de vídeo na Netflix. Check out.

🤔 Did You Know? A maioria das pessoas desiste de suas metas no 19º dia, segundo este estudo. Ou seja, é bem provável que neste domingo muitas resoluções de Ano Novo sejam deixadas para trás. Será que a sua marca está envolvida em uma dessas metas? Como você pode ajudá-las a repensar isso?

📚 Worth a Read: Factfulness“Um dos livros mais importantes que já li”, disse Bill Gates sobre esse livro que nos mostra como uma única perspectiva pode limitar nossa compreensão do mundo. O livro explora 10 instintos que distorcem nossa percepção e revela como nossas suposições geralmente estão mais erradas do que se chimpanzés estivessem chutando as respostas.

📊 Flash poll: 

(Deixe sua opinião) — é anônimo e compartilharemos os resultados na próxima semana.

De forma geral, você concorda com a nova estratégia de moderação de conteúdo da Meta?

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FUN OF THE WEEK

Guess the meaning

O fun of the week de hoje vai te deixar mais inteligente. Essas são algumas siglas ou palavras do mundo do mkt. Você conhece e sabe o que significa cada uma delas?

1️⃣ USP
2️⃣ Brandgrowth
3️⃣ ROAS

(continue rolando para descobrir a resposta)

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

📇 Sua OAB nunca foi tão útil. Alfinetando o Mc, como sempre, o BK lançou essa campanha para advogados retirarem um BK Taste grátis.

🟠 Erro? No domingo em que Fernanda Torres ganhou o Globo de Ouro, o Itaú rodou essa campanha com a atriz na TV, tradicionalmente horizontal, mas no formato vertical. Dizem que dá vontade de pegar o celular instantaneamente, será? Veja esse debate.

🌀 Cazé TV + iFood + Mc. Isso mesmo: durante 3 campeonatos transmitidos pelo Cazé, o iFood vai disponibilizar QR codes com cupons de descontos exclusivos do Méqui. A ação em conjunto foi pensada pela agência Galeria — pensa na força-tarefa pra isso.

🕊️ Dove desafia padrões tóxicos. A marca lançou o #NewYearsUnresolution e o Real Beauty Talks para ajudar mulheres a desconstruírem ideais irreais de beleza e abraçarem a confiança.

💄 Eudora + Niina Secrets: A campanha #DeLookaLook promove os produtos Niina Match com foco na Gen Z, destacando versões da influenciadora através da maquiagem.

🧴 Criatividade que transforma: Rebeca mostra que não precisa de ginástica para ser sustentável — é só reaproveitar os potinhos de Qualy e já garantir nota 10 no quesito criatividade!

TRENDING TOPICS OF THE YEAR
Marcas precisam seguir a cultura 🔥

Para sempre ficarmos de olho nos principais assuntos abordados, deixamos aqui os que ficaram mais em alta segundo o Google Trends nesta última semana (top 5):

  1. Prêmio Globo de Ouro 🏆

  2. Fernanda Torres (Atriz brasileira) 📺

  3. Clubes de futebol (Barcelona, Real Madrid, São Paulo) ⚽️

  4. Big Brother Brasil (Reality Show) 👀

  5. PIX 💰

Before 👋🏻 coisas que você precisa saber

🖼️ Fusão de US$ 3,7 bilhões. Os bancos de imagem Getty Images e Shutterstock se fundiram e geraram o maior do mundo, como uma resposta a movimentação rápida da IA no mercado de imagens.

🤝🏻 Zuck e Musk parecem concordar. A Meta está substituindo seus verificadores de fatos dos EUA por notas da comunidade, assim como o X. Veja o anúncio do Zuckemberg.

🛫 I know i'm superfly! Delta Air Lines anunciou uma parceria com o Youtube que garante milhas para membros e acesso liberado do Youtube Premium e Music.

RESPOSTA
  1. USPUnique Selling Proposition: O diferencial único que torna um produto ou serviço memorável e desejado. É o que o faz se destacar em um mercado saturado e se fixar na mente do consumidor.

  2. Brandgrowth: A integração inteligente de construção de marca e crescimento baseado em dados. É uma abordagem que combina a força emocional de uma marca com estratégias analíticas e experimentais, independentemente do canal de aquisição.

  3. ROASReturn On Advertising Spend: Métrica essencial para avaliar o retorno financeiro de campanhas publicitárias. Ela mostra quanto sua empresa ganha para cada real investido em anúncios. Exemplo: se você gasta R$ 1.000 e obtém R$ 4.000 em vendas, o ROAS é 4x — ou seja, quatro vezes o investimento inicial.

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