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24/03/2025
A companhia aérea que teve 47 anos seguidos de lucro, quando a física encontra o branding e seguidores não são audiência

47 anos de lucro
bom dia. lucro por 47 anos seguidos não vem de uma campanha genial — vem de uma marca que nunca esqueceu quem é. por trás da consistência, teve clareza. por trás da clareza, teve foco. e por trás do foco, uma promessa que não se perdeu no meio do caminho. porque quando o branding é bem feito, o lucro vira hábito.
uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para sua marca. 💭
BRAND MARKETING CASE STUDY
Sem conforto. Sem mimos. Sem status. E ainda assim, a preferida
Essa é a história da Southwest Airlines, a companhia aérea que provou que dá pra ser gigante apostando só no simples.
Em 2023, ela foi a mais voada dos Estados Unidos, com 171,8 milhões de passageiros e operando com mais de 4.000 voos por dia em períodos de pico.

Como tudo começou
Fundada em 1967 como Air Southwest Company, a companhia tinha uma proposta nada convencional: operar apenas dentro do Texas pra evitar regulação federal. O resultado? Tarifas mais baixas e uma operação mais leve.
A missão era clara desde o início: derrubar os gigantes com preços acessíveis, eficiência operacional e um atendimento que fosse mais humano e divertido. E deu certo.
Em 1978, com a deregulamentação do setor aéreo, a Southwest finalmente pôde expandir esse modelo enxuto para outros estados. E fez isso com força. A partir daí, virou lenda: 47 anos seguidos de lucro, de seu primeiro voo até a pandemia em 2020.
Por que funcionou tão bem?
✈️ Satisfação do cliente: Dois despachos de mala grátis, cancelamento flexível, foco em aeroportos secundários (com menos atrasos) e uma equipe de frente treinada pra resolver, não enrolar. Resultado? Nota 78 em satisfação — uma das mais altas da indústria.
👩✈️ Colaboradores felizes = clientes felizes: Mais de 60 mil colaboradores bem pagos, sem histórico de greves e uma cultura que valoriza o bom humor.
💸 Liderança no baixo custo: Nada de refeições a bordo ou assentos marcados. Só um modelo de avião (o Boeing 737), turnaround rápidos entre voos e até corte de 3 amendoins por pacote — que resultou em uma economia de US$ 300 mil por ano para eles.
😂 Uma marca que não se leva tão a sério: Campanhas inusitadas (como a vez que sugeriram resolver um processo judicial com uma disputa de queda de braço); comissários que viram “entretenimento de bordo”; e um tom leve que aparece até nas redes sociais. O voo podia ser simples, mas nunca sem graça.
👥 Cultura como diferencial competitivo: Herb Kelleher, fundador icônico, era carismático, presente e acreditava que cultura é estratégia. Para ele, liderança era sinônimo de confiança, lealdade e humor.
💛 Propósito além das asas: Southwest nunca quis só vender passagens. Se posicionou como "uma empresa de atendimento ao cliente que, por acaso, voa." O que vendiam mesmo era liberdade, simpatia e humanidade.
🗯️ Curiosidade: Tem até um termo chamado “Southwest Effect” para descrever o fenômeno que acontece quando a companhia entra num novo mercado: as passagens caem, o número de voos sobe e, de quebra, a economia local ganha um boost.
O que dá pra aprender com isso? Enquanto outras companhias apostavam em luxo e complexidade, a Southwest cresceu com uma fórmula que misturava preço justo + time feliz + experiência humana.
Mas uma fórmula vencedora pode não durar pra sempre.
Depois de décadas fiéis ao mesmo modelo, a Southwest está mudando — e rápido:
Vai começar a cobrar bagagem de quem não participa do programa de fidelidade.
Em 2026, entra em cena: assentos marcados e categorias premium.
Primeira vez anunciou uma demissão em massa, cortando 15% da equipe corporativa.
O que aconteceu? A recuperação pós-pandemia foi lenta, os custos subiram e a pressão por rentabilidade aumentou. Ao mesmo tempo, o consumidor mudou: hoje ele quer opções, conforto e uma dose de status — sem abrir mão da eficiência. E por fim, o lendário modelo ponto a ponto da companhia, que priorizava voos diretos e operações enxutas, mostrou seus limites diante de grandes interrupções, como tempestades e apagões técnicos.
A verdade é que a Southwest não está mudando porque quer. Está mudando porque precisa.
O modelo que fez dela um ícone já não entrega os mesmos resultados. E, como toda marca que cresce, ela chegou naquele momento delicado: sair do papel de marca desafiadora e aprender a jogar como gigante — sem perder a essência no processo.
No fim das contas, até os disruptores precisam se reinventar… ou acabam sendo os próximos a serem disruptados.
E aí, o que você acha? |
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COMPORTAMENTAL
Quando a física encontra o…

Você não leu errado… respire fundo, corrija a postura e leia com calma. Hoje vamos te mostrar como Albert Einstein e você atuam em áreas completamente diferentes, mas que, de um jeito estranho e fascinante, estão conectadas.
🤔 Lembra da Segunda Lei da Termodinâmica? Provavelmente não (risos). Mas ela diz que a entropia de todo o universo tende sempre a aumentar.
Pense num corante alimentício dissolvendo na água: ele está aumentando a entropia. Ou numa sala arrumada: se ninguém gastar energia para mantê-la organizada, o caos será inevitável.
👉🏻 Agora, pense em uma marca. Conforme ela cresce, seu propósito inicial se espalha e, aos poucos, a necessidade de otimizar a eficiência operacional vai apagando seus atributos mais marcantes. Ideais, propósito e diferenciação se diluem ao longo do tempo. Até que a marca se descaracteriza.
Quer ver na prática? A Starbucks era sinônimo de hospitalidade e aconchego — refletidos no gesto simples de escrever nomes nos copos. Mas, conforme escalou, as otimizações operacionais e a ampliação do menu acabaram deixando a personalização de lado. No lugar, entraram mais máquinas, delivery e um atendimento automatizado. O que antes era uma experiência única, virou só mais um café.
🛣️ Se perder no caminho é fácil. E tem só um jeito de evitar isso: escolhendo seu ímã — aquela característica inegociável que te diferencia, te ancora e te protege da entropia.
As marcas duradouras costumam identificar seu ímã cedo e investir energia e dinheiro para mantê-lo sempre presente. Estamos falando do sabor inconfundível das batatas do McDonald’s, da fonte de chocolate das lojas da Cacau Show, dos broches fofos e gratuitos dos parques da Disney e, até pouco tempo, das duas malas despachadas gratuitamente pela Southwest, como você leu na matéria acima.
🥤 Já a Starbucks está no extremo oposto do ciclo: voltando atrás. Cortando itens do cardápio, escrevendo nomes no copo de novo, gastando milhões pra dizer: “o Starbucks de verdade voltou.”
Mas... e se ele nunca tivesse ido embora? E se, ao invés de otimizar tudo, a marca tivesse protegido seu ímã desde o início?
👌🏻 Pensa aí: o que faz sua marca não ser só mais uma? Qual é o seu ímã — aquele elemento que mostra quem você é, mesmo quando tudo ao redor muda? No que você está gastando energia pra não deixar diluir?
🖇️ Se você ainda não sabe a resposta, talvez seja hora de procurar. Porque uma marca sem ímã não é uma marca — é apenas mais uma opção no menu de opções disponíveis ao consumidor.
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LESSON OF THE WEEK
Seguidores não são audiência
Hoje em dia, ter muitos seguidores se tornou algo comum. Todo mundo conhece alguém “popular” nas redes. Mas ter uma audiência de verdade — fiel, qualificada, que confia o suficiente pra comprar de você — é outra história. E aí vem a pergunta:
🗯️ Como fazer com que alguém confie o suficiente pra comprar de você?
Autoridade, mostrando o que você sabe com clareza.
Identidade, pra lembrarmos de você mesmo depois que fecha o app.
Oferta Ideal, que faz a pessoa pensar: é isso que eu tava procurando.
Desejo antes da oferta, porque vender sem contexto não cria conexão.
Senso de comunidade, onde quem compra sente que faz parte de algo.
Na prática, isso quer dizer:
✅ Evitar conteúdos genéricos. As pessoas estão ali pra se conectar com você através da sua visão.
✅ O objetivo não é vender — é fazer com que as pessoas queiram comprar de você.
✅ Ser transparente. A credibilidade nasce aí.
✅ Ter identidade e personalidade. Isso constrói familiaridade.
✅ Saber dizer, com clareza, qual dor você resolve — e deixar isso evidente em todas as suas comunicações.
✅ Reforçar seus valores e crenças.
✅ Entender que só falar de oferta, o tempo todo, não sustenta uma marca no longo prazo. Oferta boa, toda marca pode ter.
No fim das contas, quem constrói confiança nem precisa vender. Você gera valor, mostra o que tem, se coloca à disposição — e quem quiser, compra. A venda não precisa ser justificada.
Assim como não vamos ter que justificar por que esse curso aqui de geração de leads é interessante pra você.
Se você entendeu até aqui, já ficou claro o valor. Você sabe que aprender a transformar seguidores em audiência é essencial — e talvez esteja justamente nesse ponto agora.
Quando chega nesse nível, já gerou tanto valor que fica até constrangedor o cliente comprar de outra pessoa. Está validado pra ele que o que você entrega funciona tão bem, que não faz sentido ir pra outro lugar.
👉🏻 E a melhor parte entra agora, dá pra aprender a fazer isso. O treinamento Do Imatize, liderado pela Isabela Matte, tá aí. Se você quiser transformar seus seguidores em resultado. É só clicar.
*apresentado por Imatize
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RECS

✅ Read: 🧠🍊 O suco de laranja é, na verdade, um dos maiores truques de marketing da história — e você caiu direitinho. Veja aqui como ele foi de irrelevante a uma indústria de US$ 36 bilhões com pura psicologia.
✅ Watch: Como gerar as ideias mais criativas (mesmo que você não seja criativo). Veja aqui.
✅ Eat: Ovo de Páscoa da Fini. Com a data se aproximando, a marca resgatou o sabor da infância e lançou, em parceria com a Americanas, três ovos de Páscoa recheados com seus sabores mais icônicos: Dentaduras, Beijos e Bananas.
✅ Experiment: Sexta tem Lolla! Um dos maiores festivais de música do Brasil tá chegando — e as marcas já estão se aquecendo. Aqui vai um spoiler de algumas ativações que você vai encontrar por lá (spoiler: vai ter jeans, glitter, Bud e até maquiagem de graça). 👀
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POLL OF THE WEEK
28.42% de vocês votaram ‘Inovação: Novos sabores, formatos e colabs inesperadas me atraem.’ no poll da semana passada: 🐣 Páscoa está chegando! O que mais te faz considerar uma marca nesse período?
“Páscoa é meu feriado favorito! Todos os anos, religiosamente, compro os ovos de páscoa que mais gosto (nunca consigo escolher só um) e SEMPRE coleciono os brindes. Tenho uma estante na minha casa só com os itens colecionáveis, é uma experiência a parte. Outra coisa que também me pega muito na hora de escolher o chocolate é a campanha publicitária, influencia demais na escolha de marca.”
“Pensando em chocolate, eu votei em tradição, mas, para mim, o ideal é um equilíbrio bem pensado entre tradição, inovação e experiência….”
📊 Flash poll:
🎤 Se sua marca tivesse um espaço no Lolla, o que ela faria pra parar o público por 5 minutos? |
Conta pra gente sua opinião — ela é anônima, e vamos compartilhar os resultados na próxima semana.
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BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🍎 Pedro Pascal ao som de Mc Pikachu num comercial da Apple. A big tech lançou um curta-metragem completamente disruptivo com foco no Airpods 4, dirigido por um diretor renomado de cinema que muita gente não compreendeu. Se você está incluso, entenda melhor aqui.
🔰 Loja de Inconveniência. A Vibra inaugurou um espaço num shopping na Paulista que busca combater a violência sexual de crianças e adolescentes, educando o público.
🌉 Um telefone e uma ponte. O perfil @aview.fromabridge é uma conta britânica que compartilha vídeos de pessoas contando lições de vida no telefone, em cima de uma ponte. Para divulgar Adolescence, a nova série da Netflix UK, a marca produziu um desses vídeos em collab com a conta. Natural e emocionante.
🥚 Marca de skincare distribui ovos. Sim, você leu certo. Com a alta no preço dos ovos, a The Ordinary decidiu vender o produto mais essencial do momento pelo mesmo preço de seus séruns: $3.37. Veja aqui.
💎 Um giro pelo mundo do luxo: Jacquemus assina pijamas para a Air France, Moncler deu show de experiência com seu desfile em Courchevel, Tiffany abre na quinta-feira uma cafeteria no brasil, Mercedes-Benz lança ‘Turma dos Criadores’ e Louis Vuitton na Australia Grand Prix, uou.
🤖 Sem humanos, sem limites. A Puma lançou um comercial 100% criado por IAs — do briefing à edição final — com a ajuda da agência Monks. Em vez de prompts, foram centenas de agentes de inteligência artificial trabalhando em conjunto. Polêmico? Talvez. Revolucionário? Com certeza.
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TRENDING TOPICS OF THE YEAR
Marcas precisam seguir a cultura 🔥
Para sempre ficarmos de olho nos principais assuntos abordados, deixamos aqui os que ficaram mais em alta segundo o Google Trends nesta última semana (top 5):
Seleção de futebol (Colombiana, Brasileira…) ⚽️
YouTube 📺
Fórmula 1 🏎️
Imposto de renda 📈
Empréstimo 💵
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Before 👋🏻 coisas que você precisa saber
🍝 Pensa aí: se sua avó fosse chef desse lugar, qual seria a receita que ela venderia?
👕 Você pagaria para tirar as marcas da sua camisa de time? Aparentemente, tem gente que faz o contrário.
🌐 O Epic Universe, novo parque da Universal em Orlando, tem suas primeiras imagens divulgadas aqui. Eles sabem entregar experiência.
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Qual foi sua coluna favorita? |
O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

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