- trend report 🖍
- Posts
- 24/02/2025
24/02/2025
O luxo nos dias de hoje, o que dizem as expressões faciais? Things to keep you interesting e Rio Open.

o que viraliza, evapora?
bom dia. as coisas viralizam porque ativam emoções intensas — surpresa, humor, indignação ou nostalgia. mas é justamente por isso que têm prazo de validade. o que explode rápido, geralmente satura mais rápido ainda. o jogo, então, não é só viralizar, mas criar algo que as pessoas queiram revisitar.
uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para sua marca. 💭
TREND TO WATCH
O novo status do luxo
Por muito tempo, luxo e status eram sinônimos. Ter um carro importado, uma bolsa exclusiva ou um relógio caríssimo era a tradução perfeita de sucesso. Mas, com a saturação da mídia digital, até os itens mais escassos perderam parte do seu apelo.
Hoje, basta rolar o Instagram para ver uma avalanche de fotos de Birkins, Ferraris e Patek Philippes. Mesmo sendo itens produzidos em quantidades limitadas, as redes sociais criaram uma ilusão de abundância – o que antes era exclusivo agora parece estar em todo lugar. E O hype da cultura dos dupes só intensificou essa banalização, tornando ainda mais difícil diferenciar o que é raro do que é simplesmente viral.
Nos últimos anos, o verdadeiro trono do status foi tomado pela indústria da beleza 💄: pele impecável, cabelo perfeito, traços esculpidos. Mas até isso foi nivelado pelo acesso democratizado a procedimentos estéticos, skincare e até medicamentos para emagrecimento (hello, Ozempic).
A ironia? Quanto mais fácil ficou parecer com aqueles que aspiramos ser, mais iguais todos nos tornamos. A tal da era do Instagram face (risos).

Num mundo onde a imagem pode ser facilmente replicável, o novo status não pode mais ser só sobre o que se tem, mas sobre o que se faz — ou melhor, no que se pode escolher não fazer.
Ao longo das nossas edições, vamos explorar os comportamentos que redefinem o que é luxo hoje. E o primeiro deles é:
Tempo para desperdiçar
Desde 2010, fomos treinados a acreditar que a otimização pessoal era aspiracional. Acordar às 5h, imersão no gelo, corrida, meditação, to-do lists infinitas. O status estava no esforço.
Agora, estamos vendo o surgimento de uma nova classe aspiracional, que não mede seu valor pelo que produz, mas pela forma como simplesmente existe. Em um mundo onde o custo de vida obriga a maioria a operar no extremo da produtividade, o verdadeiro luxo é poder rejeitar esse jogo.
Isso inclui pessoas que ganham dinheiro justamente por transmitir esse estilo de vida — essa aura de facilidade. E, muitas vezes, elas têm cargos como creative directors, que têm como objetivo não vender um produto, mas uma perspectiva de vida.
O tempo se tornou o bem mais valioso, e a maior demonstração de status hoje é ter autonomia sobre ele:
Trabalhar de qualquer lugar.
Encontrar qualquer pessoa, a qualquer hora.
Dizer 'não' a oportunidades que não se alinham aos seus valores.
Participar de longos almoços, sem pressa para o próximo compromisso.
⭐ O novo status não é sobre conquistar mais, mas sobre curar a própria existência.
Marcas que querem entrar nessa conversa precisam criar experiências que tirem seus consumidores do modo produtividade e os levem para um estado de presença.
🧼 A Aesop é um exemplo disso: sua experiência de loja não gira em torno de skincare, mas de refúgio. Um antídoto contra a eficiência, com demonstrações lentas de produtos, detalhes arquitetônicos meticulosamente pensados e a quase ritualística forma com que lavam suas mãos – tudo comunica tempo sem pressa. Eles não vendem apenas um creme caro, vendem permissão para desperdiçar tempo de um jeito bonito. | ![]() |
![]() | 🩴 No Brasil, uma marca que já faz isso é a Havaianas. É um exemplo perfeito de como o status hoje não está mais na ostentação, mas uma vibe. O que antes era um item básico do dia a dia virou um símbolo global de sofisticação descomplicada – um luxo que não precisa se provar. Assim como a Aesop, Havaianas foca na experiência. Dos quiosques minimalistas ao marketing que celebra o prazer de estar à vontade, a marca traduz essa nova aspiração: ter autonomia sobre o próprio tempo, sem esforço, sem precisar provar nada para ninguém. |
Como sua marca pode criar algo que quase 'permita' às pessoas viverem assim?
COMPORTAMENTAL
Expressões faciais são os novos fósseis?

😏 O sorriso torto do MySpace, o bico 💋 de pato popularizado por Kim Kardashian no Instagram, a mordida 🥴 de lábio dos meninos do Vine. Cada uma dessas expressões se tornou um marco da era digital — vestígios visuais de quem fomos e do que aspiramos ser.
O bico de 🦆, por exemplo, representava uma época em que postar fotos era puro lazer, sem a pressão da performance.
O mesmo vale para as expressões, gírias, músicas e até gestos que mudaram com o tempo. Já reparou como millennials e Gen Z fazem o coração com as mãos ou o sinal de telefone de jeitos totalmente diferentes?
Com a tecnologia, a tendência passa a abranger também efeitos como o filtro de cachorrinho do Snapchat e o Bold Glamour do TikTok. Essa mãe, por exemplo, notou que as lembranças da infância da filha foram todas registradas com os filtros de 2016.
👣 Nossa obsessão por se auto-documentar deixou rastros digitais, que hoje, são efêmeros. A necessidade de pertencimento social molda nossas expressões, num ciclo onde a imitação é a chave — transformando filtros e gestos em marcos geracionais.
Segundo o Dr. Jason Deska, psicólogo da Toronto Metropolitan University, esse instinto de enturmar e pertencer define como nos apresentamos ao mundo.
👉🏻 Copiar é mais do que tendência. É um atalho social que mostra quem somos, com quem queremos andar e o que aspiramos.
No fim, tudo gira em torno do pertencimento. Assim como aconteceu com as civilizações antigas: o que um dia foi icônico e símbolo de identificação para um grupo ou status social, acaba soterrado no feed, esperando ser redescoberto na próxima onda retrô, como verdadeiros fósseis históricos. 🦖
TO KEEP YOU INTERESTING
The Hot Corner 🔥
📉 Stats of the day: 🎾 40 marcas – Rio Open 2025 bate recorde de patrocinadores. O torneio de tênis atraiu 40 marcas patrocinadoras, ultrapassando as 35 do ano anterior. O evento se consolidou como um hotspot para ativações premium e experiências imersivas.
🤔 Did You Know? O McDonald's ganha mais com real estate do que com burgers. 🍔O segredo do império? Ser dono do próprio terreno. Hoje, 62% da receita do Mc vem dos aluguéis pagos por franqueados, enquanto só 36% vem da venda de Big Macs. Em vez de apenas vender fast food, a marca investe em localização e transforma seus pontos comerciais em um negócio bilionário.
📚 Worth a Read: Esqueça o marketing tradicional que foca em fidelidade extrema e nichos hiperqualificados. Byron Sharp prova que as marcas crescem não por convencer poucos a amarem mais, mas por alcançar muitos de forma consistente. Esse livro mostra como crescimento vem de penetration over loyalty. E, no fim do dia, o jogo das marcas não é sobre conquistar corações. É sobre ser fácil de lembrar e de comprar.
📊 Flash poll:
47.03% de vocês votaram ‘Sua identidade visual (cores, logo, embalagens)’ no poll da semana passada: O que mais te faz lembrar de uma marca?
“Experiencia, sem dúvidas, pode ser no atendimento ou no produto/serviço sem si. Corto o cabelo no mesmo lugar há anos e não só pelo valor (olha que ele é fora de mão) mas sim pela experiencia que não só o barbeiro oferece mas sim o ambiente todo. Todo lugar que consegue me fazer desconectar do dia a dia, tem minha atenção.”
“Às vezes, a gente nem lembra o nome da marca, mas bate o olho no logo, nas cores, e já dá aquela sensação de familiaridade. Só de reconhecer, a gente sente que já conhece. Então, diria que é a identidade visual.”
O que uma marca, na sua opinião, mais ganha ao patrocinar um evento grande (como Rio Open, Lollapalooza, Carnaval...)? |
|
Me conte mais sobre sua opinião — ela é anônima, e compartilharemos os resultados na próxima semana.
BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🦉 MISTÉRIO REVELADO. A coruja do Duo morreu semana passada, sabe para quê? Pra você dar streaks no app até ela ressuscitar. PS: a causa da morte é essa aqui.
🍔 💜 CLIENTE NUBANK GANHA BATATA DE GRAÇA. É isso que promete essa collab entre o banco e a rede de fast food BK, transformando, inclusive, uma loja na Av. Paulista em pop-up.
🌐 VOCÊ SE LEMBRA DO FUTURO? A Rede Globo sim, nessa campanha que celebra seus 100 anos, narrada por William Bonner e regada de referências da cultura brasileira.
🛏️ "U UP?" MAIS QUE UM FLERTE. A Ikea Canadá transformou um clássico texto da madrugada em um giveaway de colchões. Entre 22h e 5h, quem recebeu um "u up?" no DM e entrou na brincadeira ganhou um colchão na porta de casa.
👟 O ESPORTE É COLETIVO. Enquanto a Nike aposta no individualismo, a Adidas celebra quem sempre acreditou em você. Na nova fase do “You Got This”, a marca foca no poder do suporte com atletas.
🔥 MATCH PERFEITO. Tinder e Blinkit brincaram com as palavras e acertaram em cheio na campanha de Dia dos Namorados na Índia. Usando “matches” e “dates” no duplo sentido, as marcas criaram um momento divertido que viralizou.
TRENDING TOPICS OF THE YEAR
Marcas precisam seguir a cultura 🔥
Para sempre ficarmos de olho nos principais assuntos abordados, deixamos aqui os que ficaram mais em alta segundo o Google Trends nesta última semana (top 5):
YouTube 📱
Campeonato Carioca 🏟️
Times de futebol (Maricá, América, Vasco…) ⚽️
ChatGPT 🤖
Carnaval 🎉
Before 👋🏻 coisas que você precisa saber
💻 Pov: você é um designer gráfico nos anos 2000. Fala sério, que paz esse vídeo traz.
🫖 E se Tânia Bulhões não fosse premium? Veja só essa análise de construção da marca se ela atendesse a outro público.
🌿 Um navegador para o seu bem-estar? O Opera lançou o Opera Air, um browser com meditação, respiração e batidas binaurais para tornar a navegação mais leve. Check it out.
Qual foi sua coluna preferida? |
O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

POWERED BY

SOCIAL OF THE DAY