2026 é o novo 2016

BOM DIA. tudo indica que a internet quer que a gente volte para 2016. e, nesse mesmo espírito nostálgico, o CEO da Paramount, David Ellison, quer trazer a música de volta à MTV: o canal que nasceu como Music Television, ficou famoso por transformar videoclipes em cultura pop e agora tenta se reconectar com essa era. será que ainda cola?

🎙️Nos ouça clicando aqui.

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POLL OF THE WEEK

🍟 O Reino Unido passou a proibir anúncios de junk food antes das 21h na TV e baniu totalmente esse tipo de publicidade no ambiente online. (Leia mais sobre).

Conte o porquê e, na semana que vem, vamos compartilhar a resposta e os melhores comentários!

(Continue rolando para ver os resultados do poll da semana passada)

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Dois conteúdos que adoramos ver essa semana. 👇🏻

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

🎥 Big Brother Brasil está de volta. O reality estreia hoje sua 26ª temporada com mudanças: mais gamificação e mais poder para o público. Agora são 3 Big Fones, e a audiência escolhe qual toca. Plantas podem ser substituídas a qualquer momento, as duplas acabaram, os veteranos voltaram e teremos 5 Casas de Vidro espalhadas pelo Brasil. O que estamos vendo é um público muito mais ativo, ajudando a definir o rumo do reality. Veja quem são os patrocinadores aqui.

⌨️ Revolucionário. Será a volta do teclado? Quem viveu os tempos de BlackBerry lembra: deslizar os dedos no teclado físico e mandar um BBM era uma vibe. Com o fim deles, os teclados sumiram dos celulares — até agora. Criada pelo mesmo designer por trás de alguns dos BlackBerry mais icônicos, nasce a Clicks: uma capa que traz botões físicos de volta ao iPhone. A gente amou. Confira aqui.

 Cansamos das redes sociais. Você já ouviu falar em Social Media Banuary? É tipo o Dry January (janeiro seco, sem álcool), só que para redes sociais — ela é a trend do momento. Só para você ter uma dimensão, pela primeira vez, reduzir o uso de tecnologia superou emagrecer como resolução de Ano Novo nos EUA. Em 2026, 33% dos americanos querem diminuir o tempo de tela, contra 28% focados em perda de peso. A desintoxicação digital virou prioridade. É nesse contexto que Biz Stone (cofundador do Twitter) e Evan Sharp (cofundador do Pinterest) se unem para lançar o Tangle, um app com uma proposta provocativa: ser uma “mídia antissocial”.

💪🏻 Barrinhas de proteína creatina. Tudo indica que elas vão ganhar espaço na nossa rotina. A creatina já deixou de ser suplemento de “maromba” faz tempo. Nos últimos anos, se consolidou como um nutriente mainstream. Ainda assim, o consumo segue associado a rituais de treino ou café da manha. As barrinhas mudam isso. Elas trazem sabor, indulgência, tiram o ritual e colocam a creatina no território do snack, para qualquer hora do dia. Assim como a proteína saiu do shake e foi parar no iogurte, cookies e até pão, a creatina tende a seguir o mesmo caminho. Olha essa marca.

BIG STORY

2026 é o novo 2016

Imagem: Pinterest

Talvez você já tenha sido impactado por vídeos e artigos dizendo isso. Afinal,

  • em uma única semana, as buscas por “2016” no TikTok cresceram mais de 452%.

  • Mais de 55 milhões de vídeos já usam o filtro “2016”.

  • No Spotify, playlists com esse recorte cresceram 71% em relação a 2024, com hits de Chainsmokers, Justin Bieber e Drake voltando aos rankings.

Mas por quê? Quem explica essa obsessão por um ano que terminou “só” há dez anos?

REMINISCENCE BUMP

2016 foi a juventude de quem hoje domina a cultura. Millennials estavam entrando na vida adulta, enquanto a Gen Z mais velha estava formando sua identidade.

É isso que os psicólogos chamam de Reminiscence Bump: a tendência de valorizar com mais intensidade as memórias da juventude — o período em que a identidade ainda está sendo construída.

UMA INTERNET MAIS VERDADEIRA

2016 representa uma forma diferente de estar online. No Instagram, não existiam Reels nem carrossel. Você precisava escolher uma única foto para postar. Não era sobre performance. O Snapchat Stories estava no auge, com um tom mais íntimo, mais próximo e mais autêntico.

Era viver para postar, e não postar para viver.

O MUNDO DO PRÉ

Pré-pandemia.

Pré-inteligência artificial generativa.

Pré-hiperpolarização extrema.

Olhando em retrospecto, 2016 virou um símbolo de antes e depois.

O FILTRO AJUDA A CONTAR A HISTÓRIA

O filtro de “2016” transformou tudo isso em algo fácil de reconhecer: tons rosados, estética vintage, cara de Instagram antigo.

Ele serviu como uma linguagem visual global, que é fácil de aplicar — e ainda mais fácil de espalhar.

COMPORTAMENTO > ESTÉTICA

A Triangl, marca de biquíni icônica de 2016, voltou agora com uma linha específica, resgatando seu modelo mais emblemático da época: os biquínis de neoprene, com o clássico formato de triângulo.

E mais do que o produto em si, é sobre o que ele representa. Uma ideia de uma vida mais leve, mais solar e menos calculada.

No fim, o key takeaway para gente é: as pessoas não querem skinny jeans. Nem playlists específicas. Nem filtros antigos. O que elas querem é o que aquilo fazia sentir.

2016 representava: mais leveza, mais curiosidade, menos autoconsciência, mais diversão, menos cansaço mental.

E é isso que explica esse movimento de querer trazer o passado para o agora.

O key point aqui não é voltar no tempo. É usar o passado como recurso emocional para seguir em frente. 2026 não quer ser 2016 de novo. Quer apenas emprestar a facilidade de viver que parecia existir ali.

Para as marcas, a oportunidade está em conseguir criar ambientes de sensação, que consigam devolver, nem que seja por um tempo, a leveza.O que quem controla a cultura hoje sentiu durante a própria juventude. O divertido, o fun, o flow.

📝 Um bom exemplo é o que a Kylie Jenner fez ao resgatar o King Kylie — sua identidade mais jovem, dos anos 2010, que marcou uma era inteira da internet.

COMPORTAMENTAL
Você consegue sentar no Barbacoa?

imagino que você esteja na grande maioria que precisa esperar duas horas para sentar na famosa churrascaria de São Paulo. Mas e se existisse um fast pass, que te colocasse à mesa antes, quando você quisesse?

Nos EUA, isso já acontece. Você provavelmente já ouviu falar de OpenTable e Resy — dois grandes apps de reserva. O que pouca gente sabe é que, por trás deles, existe uma guerra muito maior: Visa vs. American Express.

Looking deeper, não estamos falando de apps. Estamos falando de braços estratégicos das maiores empresas de cartão do mundo, usando a gastronomia, ou melhor, a hospitalidade, como ativo de marca.

Como funciona?

Realizar reservar com o cartão parceiro do app te da prioridade, melhores mesas, horários impossíveis. E aquela reserva que “não existia”… agora existe pra você.

A OpenTable chegou a pagar dezenas de milhares de dólares — em alguns casos, até US$ 95 mil — para restaurantes abandonarem a Resy e darem prioridade a clientes Visa nas melhores mesas. 🤯

Mas por quê?

Porque restaurante não é só comida. É capital cultural. E as empresas de cartão entenderam que restaurantes são uma das formas mais eficientes de travar o consumidor jovem, rico e aspiracional — seu público mais valioso.

E como o setor de restaurantes quase nunca dá lucro, quando alguém oferece dinheiro fácil, a resposta costuma ser simples: sim.

O key point aqui é: quando empresas de cartão decidem quais mesas você pode reservar, a sua vida social vira o produto.

Agora, pensa isso no Brasil.

Existe uma oportunidade enorme para marcas de luxo explorarem isso mais por aqui. O cartão que garante acesso — do novo e badalado Bar Europa ao clássico Barbacoa.

Sem fila. Sem “lista de espera”. Quando você quiser. Isso, sim, seria status. Seria luxo.

🔎 Zoom out: Esse movimento faz parte de algo maior. Os ultra-ricos estão trocando gastos com jatos privados e relógios de luxo por experiências raras: hotéis icônicos, restaurantes impossíveis de reservar e eventos disputados.

Segundo The Economist:

Enquanto o preço dos bens de luxo caiu, o das experiências de ultra-luxo subiu 90% desde 2019.

Bens deixaram de ser raros. Bolsas e roupas de grife estão em todo lugar e podem ser replicadas. E luxo, no fim do dia, depende de escassez e rivalidade: algo é luxuoso não só porque é caro, mas porque o consumo de um exclui o outro.

Você pode revender um relógio. Mas sentar na Centre Court de Wimbledon é um privilégio que ninguém mais pode ter naquele momento.

Hoje, os 0,1% mais ricos dos EUA concentram 14% da riqueza. E o gasto global com hospitalidade de luxo deve saltar de US$ 240 bi (2023) para quase US$ 400 bi (2028). Ou seja, para quem quer se sentir especial, mais um relógio não compete com estar no maior jogo do ano.

O novo luxo não é possuir. É estar onde ninguém mais pode estar. E é por isso que marcas de cartão estão se jogando, com força, em apps de acesso.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🏃🏻 Proibido trocar. Durante o mês de janeiro, a Decathlon mudou a política de devolução dos tênis de corrida: eles não podem ser devolvidos, incentivando as pessoas a manterem suas resoluções fitness. Veja só.

🍔 O menu secreto do Méqui: lançaram um novo menu sem revelar o que tinha dentro e usaram pistas escondidas, vazamentos e creators para a descoberta. Olha como gerou mídia orgânica.

🤤  Homem decepciona, David satisfaz. Estrelada por Julia Fox, a nova campanha da David Bar lança a linha Bronze de barrinhas de proteína, unindo indulgência + saudabilidade. Veja só.

🚂 Enquanto você espera o trem passar, a Snickers viu uma possibilidade. Essa ação plota um trem de carga com mensagens intencionais para motoristas que aguardam na linha.

🍻 Um áudio longo = uma Heineken grátis. A marca de cerveja notou que os brasileiros enviam 4x mais áudios por WhatsApp do que o restante do mundo, e criou essa campanha.

👃🏻 A nova estrela do pop (e do mercado). Olivia Dean agora é garota propaganda da Burberry, com esse comercial mega clichê, mas fofo.

TRENDING NOW

👩🏻  Um rosto na thumbnail gera mais engajamento? Ele analisou 300 mil vídeos para descobrir.

🏋🏻 A Gymshark transformou seu YouTube em uma plataforma de entretenimento. Killer move.

🚽 A mais nova tendência de saúde é monitorar seu pipi. Entenda mais.

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LAST WEEK POLL RESULT:

Qual geração deve receber o maior hype e investimento de marcas em 2026?

Em destaque fica a Gen Z (47%) e Gen Alpha (22%).

(Gen Z) “Acredito que ainda se mantém na Gen Z, primeiro porque é um público que transita muito bem entre digital e vida real, segundo porque já são pessoas que estão se consolidando no mercado de trabalho, ou seja, têm um certo poder de compra.”

(Gen Alpha) “A tendência é sempre conquistar novos públicos e eles estão vindo aí né.”

(Gen Z) “Acho que o timing de olhar pra GenAlpha chegará em torno de uns 4 ou 5 anos, quando a GenZ entrar no arco de envelhecimento. O que pra mim é um grande erro, uma vez que conversando e produzindo pra GenAlpha da forma correta as oportunidades de gerar um público extremamente jovem, "virgem" de publicidades e fiel (e que irá crescer com você, te consumindo) valem mais que qualquer outra coisa nesse mercado.”

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