10/02/2025

A estratégia do Casimiro, Virgínia vs. Bruna, Super Bowl e as marcas

com quem te associam?

bom dia. quem caminha do seu lado não é um detalhe - é estratégia. Escolha bem.

uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para sua marca. 💭

COFFEE TALK

 👔 Essa análise foi feita por Pedro Yamamoto, Head Copywriting & Social na Vinci Society, torcedor dos Reds e são-paulino, mas torcendo pro menino Ney brilhar no Brasil e na Seleção.

A estratégia que tirou o Cazé da vaga de estágio

Você conhece Casimiro Miguel, o querido Cazé — mas talvez não saiba que ele começou como estagiário no atual canal TNT Sports, antigo Esporte Interativo. É engraçado, mas o pontapé inicial na criação da Cazé TV foi uma estratégia da TNT. Let's zoom in:

Enquanto marcas tradicionais escolhem centralizar a imagem de seus colaboradores em torno da empresa, a TNT Sports foi na contramão e incentivou seus narradores, comentaristas e jornalistas esportivos a construírem seus próprios canais e a produzirem conteúdo nas redes sociais.

👉🏻 Isso não é por acaso. Esse movimento tem ganhado cada vez mais força no mercado: o Employee Influencer Marketing, em que os próprios colaboradores são incentivados pela empresa a representar a marca nas redes sociais por meio da construção de suas próprias comunidades.

💡E a ideia é simples: centralizar a comunicação em torno da marca-mãe, a TNT Sports, limitaria (e muito) os canais de distribuição da empresa. Por isso, essa estratégia permite que a exposição nas redes sociais se multiplique e seja ainda mais forte.

  • E não para por aí. Como cada um dos influenciadores tem sua própria personalidade e estilo único de se comunicar e criar conteúdo, isso faz com que diferentes perfis dentro do público-alvo sejam alcançados.

🎯 O sucesso foi certeiro: além do Cazé, os canais dos comentaristas Bruno Formiga e VSR alcançaram mais de 400 mil inscritos no YouTube, e o perfil do narrador André Henning chegou aos 1,3 mi de seguidores no insta.

Já a TNT, conseguiu: 20,3 mi de seguidores no Instagram; 11,6 mi de inscritos no YouTube; 8,5 mi de seguidores no X e 8,1 mi de seguidores no TikTok.

Pensando no impacto dessa estratégia, do que ele pode ser capaz?

Aumentar o awareness;

Diminui os custos de aquisição de novos clientes;

Reduz a dependência e os custos com mídia paga;

Melhora a conversão da audiência em clientes;

Escala a receita de forma rápida e consistente.

🤪 E aí, preparado para incentivar seus colaboradores a fazerem dancinha no TikTok criarem conteúdo autêntico e original nas redes sociais?

LESSON OF THE WEEK

Virgínia vs Marquezine: O jogo da reputação 🥊

Nada como uma fofoca de famosos. Nessa semana a internet levantou um grande debate sobre a atriz Bruna Marquezine não ter aparecido em fotos ao lado da família do seu namorado, que é cunhado da maior influenciadora do Brasil, Virgínia Fonseca. Entenda mais aqui.

🤚🏻 Mas calma, essa newsletter não foi comprada pela choquei, risos. O que vamos fazer hoje é te contar os fatos e trazer uma análise pelo olhar da marca. E para isso, vamos precisar da sua imaginação.

Imagine várias peças soltas de um quebra-cabeça, que, quando montado, compõem uma marca. Se estamos falando de marca pessoal, considere que, os lugares que você frequenta, a rotina que você leva, e as pessoas que você se relaciona, são todas peças do seu quebra-cabeça — que compõem a percepção externa do mundo sobre você. 🧩

  • Quando uma marca deseja se associar a uma pessoa pública, é como se ela pegasse emprestada uma peça do seu grande quebra-cabeça e usasse associações semióticas para se relacionar a tudo aquilo que você representa, por mais que isso esteja implícito.

Entenda agora, que essas são as peças do quebra-cabeça das influencers em debate:

Bruna Marquezine é atriz desde seus 7 anos, atuou na maior emissora do Brasil e em papéis internacionais como Besouro Azul, da DC. Com 45 MI de seguidores, ela é embaixadora de marcas como YSL, Carolina Herrera e Absolut: todas associadas ao segmento de luxo ou premium. Na internet e ao ser vista nas ruas, tem um comportamento inacessível, mantendo sua vida pessoal privada sempre que possível.

Virgínia Fonseca é hoje a influencer mais seguida do Brasil, com 52 MI de seguidores. Seu sucesso e fama se devem à sua presença constante nos seus stories, à sua marca de beleza WePink (que atende um público classe C), e ao seu casamento e família com o cantor Zé Felipe. Virgínia também é conhecida pela divulgação de casas de aposta, polêmica exposta recentemente.

Quando a Bruna evita aparecer ao lado da Virgínia, influencer que, mesmo possuindo mais seguidores, tem sua marca pessoal associada a outros interesses, valores e lifestyle, ela está fazendo mais do que uma escolha estratégica: está protegendo sua reputação. Uma prova de que, no fim, número de seguidores não define valor.

👉🏻 Isso, porque marcas são construídas através de associações. E quanto maior a reputação das suas associações, maior valor você tem para o mercado.

Imagino que sua mãe já dizia: me diga com quem tu andas que direi quem tu és. 🚶🏻‍♂️

  • Entenda que é uma via de mão dupla: você, marca, deve se atentar ao escolher um creator, assim como você, creator, deve ser cauteloso ao aceitar se associar a qualquer marca.

E você, o que pensa sobre essa polêmica? Nos conte aqui.

Essa matéria foi inspirada por esse conteúdo da Influenciadora Helena Bezzan.

TRENDING NOW

Bem-vindo ao maior show de publicidade da Terra

Estamos falando do Super Bowl, que vai muito além de ser o maior campeonato de futebol americano do mundo. Desde 1967, o evento lidera as audiências na TV americana, o que fez com que, ao longo do tempo, as marcas passassem a ocupar quase o mesmo palco de importância que os jogadores.

Um dado curioso? 3/4 pessoas que assistem ao Super Bowl dizem que não perdem os comerciais, e 11% afirmam que o principal motivo de estarem lá é justamente os ads.

O que torna esses anúncios tão especiais?

Assistido por uma média de 120 milhões de pessoas, o Super Bowl 🏈 é uma oportunidade de comunicação em massa. Com uma média de 50 minutos dedicados exclusivamente a anúncios, mais de 50 marcas entraram na disputa este ano.

  • Snacks, bebidas e tecnologia lideram o campo — Doritos, Lay’s, Uber Eats e Instacart são apenas alguns exemplos. Mas o line-up vai muito além: beleza, turismo, finanças e até categorias inesperadas, como papel higiênico, marcaram presença.

Confira aqui as principais campanhas deste ano.

Mas o grande diferencial não está só nos comerciais. Muitas dessas marcas transformam o final de semana em uma experiência completa, com ativações imersivas e festas exclusivas.

A Pepsi, por exemplo, criou o NOLA Eats Fest, um festival gratuito com música, comida típica e entregas de “Party Packs” por drones. Já a Haagen-Dazs levou um Cadillac inspirado em sorvete para as ruas, convidando fãs a postarem fotos para concorrer a ingressos.

E se você não tiver $8 milhões no bolso?

A criatividade é sua arma secreta. Algumas marcas encontraram formas alternativas de se infiltrarem no evento e capturarem a atenção do público sem pagar por um anúncio tradicional.

🫓 Tostitos: Com Reggie Bush, lançou um concurso onde fãs podem ganhar uma viagem ao Super Bowl e acionar os confetes oficiais do evento.

🍫 TWIX: Criou o “Second Screen Staredown”, onde quem fixa o olhar no celular durante os comerciais pode ganhar dois bares de ouro no valor de $170K.

🏨 Courtyard by Marriott: Transformou Jason Kelce no “fanbassador” em uma caça ao tesouro com lookalikes no estádio, onde o vencedor ganha uma estadia em uma suíte especial no estádio.

🍗 Tums e DraftKings: Gamificaram a experiência com Vince Wilfork (duas vezes campeão do Super Bowl) em um jogo online sobre combinações de comidas e bebidas.

🇧🇷 No Brasil, marcas fazem o mesmo. Disney+ organizou uma watch party, a NFL trouxe o evento NFL em Brasa, com ativações de marcas patrocinadoras, e até canais como a RedeTV transmitiram o jogo e incluem comerciais locais. Já O Boticário aproveitou o hype para lançar campanhas estratégicas.

Quem realmente ganha o jogo?

O Super Bowl não é mais apenas sobre quem pode pagar mais caro por um comercial — é sobre quem consegue contar a história mais envolvente. Marcas que hackeiam o evento, mostram que nem sempre é preciso estar no campo para ganhar o jogo. No fim, o verdadeiro troféu é a conexão emocional e engajamento com o público.

 

TO KEEP YOU INTERESTING

The Hot Corner 🔥

📉 Stats of the day: US$ 36,8 milhões em produtos — esse foi o valor que a Burberry destruiu em 2018 como parte de sua estratégia para manter a exclusividade da marca.

🤔 Did You Know? Esse foi o primeiro comercial de TV do mundo, exibido em 1941. A marca pagou US$ 9 por um anúncio de 10 segundos, transmitido antes de um jogo de beisebol entre Brooklyn Dodgers e Philadelphia Phillies.

📚 Worth a Read: Quando você corre em uma pista oval ou por uma estrada deserta, não há um destino claro. O próprio ato se torna o destino. Não existe uma linha de chegada — é você quem a define. O prazer ou benefício da corrida vem de dentro, de como você escolhe enxergar e vender essa ideia para si mesmo. Muitas vezes, o mais importante é não parar, mesmo sem saber ao certo o caminho. É no movimento constante que a transformação acontece — esse é um snippet direto da mente de Phil Knight, fundador da Nike e autor deste livro.

📊 Flash poll: 

51.85% de vocês votaram ‘No Instagram e TikTok (somente com mídia paga’ no poll da semana passada: se você só pudesse investir em um canal de mídia para o restante do ano, qual destes seria?

“São as ferramentas mais completas, que possibilitam ter L.P's sem ter que direcionar o lead para uma página externa, além do fato de atrair uma comunidade mais engajada que compra com mais frequência por conta do relacionamento com a marca.”

“A maioria da população mundial está inserida nessas redes, segmentando o público você consegue chegar a um resultado bem agradável!”

“Depende do Público: 1. Caso seja um público mais maduro e com comportamentos específicos (que não tenha o comportamento de acessar redes sociais), eu investiria no Google Ads, pois consigo atingir um maior número de pessoas. Esse público pode ficar sem Instagram e TikTok mas não ficaria sem pesquisar algo no Google. 2. Caso seja um público mais jovem, investiria em Instagram e TikTok. ”

Quanto você acredita que acompanhar o SXSW pode agregar ao seu trabalho?

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Me conte mais sobre sua opinião — ela é anônima, e compartilharemos os resultados na próxima semana.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

👔 Tim Cook no set… Isso mesmo, o atual CEO da Apple foi ator por um dia nessa campanha da série Ruptura, da Apple Tv. Inusitado, porque isso nunca tinha acontecido antes, nem mesmo para a divulgação dos próprios iPhones.

💄 O look do dia tá diferente. A marca de beauty MAC lançou essa campanha com celebridades nuas, vestindo apenas seu batom, para provar que os tons nudes são “tudo menos neutros”.

🗞️ A revista que você lia na sala de espera do dentista. Para divulgar o lançamento da primeira novela brasileira original do streaming, nomeada de “Beleza Fatal", a Max recriou a famosa revista de fofoca de famosos, a Kikiki.

🧋 Escuta esse ventinho. É a premissa dessa campanha divertida do Bob's para seus famosos milkshakes.

🎆 Carnaval tá aí. E a Itaipava já soltou sua campanha com a Veveta para celebrar a data.

👙 Ainda no clima da folia: a Loungerie, marca de moda íntima, estreia o reality show “Game On”, inspirado em Rupaul’s Drag Race e Esquadrão da Moda, que cria looks de Carnaval com os produtos da marca.

TRENDING TOPICS OF THE YEAR
Marcas precisam seguir a cultura 🔥

Para sempre ficarmos de olho nos principais assuntos abordados, deixamos aqui os que ficaram mais em alta segundo o Google Trends nesta última semana (top 5):

  1. Grammy Awards (prêmio) 🥇

  2. Mercado Livre 📦

  3. Grenal (jogo de futebol) 🥅

  4. Clubes de futebol (Botafogo, Fluminense, Santos...) ⚽️

  5. Pizza 🍕

Before 👋🏻 coisas que você precisa saber

🍔 Um Burger e uma King no altar: vitória do marketing. Quando Joel Burger e Ashley King anunciaram o noivado, o Burger King enxergou a chance perfeita de transformar a história espontânea em publicidade orgânica e engajamento emocional. Relembre essa ação memorável.

💿  O Grammy perdeu um pouco de audiência, mas ganhou no impacto. Com 15,4 milhões de espectadores, registrou uma queda de 9% em relação ao ano passado, mas arrecadou $24 milhões para ajudar no combate aos incêndios em LA.

🔮 Será que dá para prever o futuro pelas redes sociais? O Hootsuite apostou que sim. Analisou o buzz online, os sentimentos e os engajamentos para tentar antecipar os vencedores do Grammy.

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