BOM DIA.

A meta é gastar milhões em publicidade e fazer com que ninguém perceba. Essa era a visão do Steve Jobs. Em um dos seus discursos icônicos, ele traz um exemplo: Durante 20 anos, a indústria do leite tentou convencer as pessoas de que leite fazia bem. E as vendas caíam. Até que surgiu “Got Milk”. A campanha não falava sobre o leite, na verdade, eles focaram na ausência dele. E just like that as vendas subiram.

A mensagem? Show, don’t tell.

🎙️Nos ouça clicando aqui.

💭 uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para a sua marca.

BIG STORY

Onde você estava 6 anos atrás?

9 de fevereiro de 2020.

A bolsa americana batia recordes e era ano eleitoral nos Estados Unidos. O Carnaval estava logo ali. A COVID já tinha explodido na China, mas ainda parecia distante daqui.

E você?

Estava no mesmo trabalho? Morava no mesmo lugar? Já tinha filhos? Estudava? Já tinha começado aquela mudança que vive hoje?

Seis anos são suficientes para transformar trajetórias. Carreiras mudam. Crenças mudam. O mundo muda. E, às vezes, é no meio do caos que nasce clareza.

Foi assim com o the news.

Durante a pandemia, enquanto o mundo era bombardeado por informação, desinformação, urgência e ansiedade, o fundador do the news estava sentado no sofá, como qualquer outra pessoa, tentando entender o que realmente importava.

Era notícia demais. Opinião demais. Ruído demais.

E uma pergunta surgiu: E se existisse uma newsletter que fizesse a curadoria? Que resumisse só o que realmente importa.

Dito e feito. A primeira edição foi escrita (veja aqui) e enviada para pouco mais de 200 contatos. Sem investimento, sem campanha, sem plano de mídia. Só uma proposta de valor muito clara.

O crescimento veio por indicação. Um enviou para o outro. E depois para outro.

Ao longo de seis anos, o the news cresceu. Assim como você.

Vieram novas verticais e novos formatos.

Como esta. Negócios. Esporte. Cultura. Áudio. Vídeo.

Porque o nosso consumo é fragmentado.

Os interesses são múltiplos.

A curiosidade é infinita.

Mas crescimento traz um risco para qualquer marca: diluição de essência.

Em meio à expansão, quase se perdeu aquilo que o trouxe até aqui: contar notícias de um jeito simples, direto, leve e inteligente.

Em determinado momento, o the news percebeu que estava ficando maior, mas menos simples. E simplificar sempre foi o ponto.

Seis anos depois, a decisão é voltar à origem. E fazer novamente a pergunta que deu início a tudo: O que realmente importa?

A resposta levou à essência.

Simplificar identidade visual. Reforçar clareza como promessa central. Assumir maturidade sem perder leveza.

Uma marca representada por uma linha e um círculo. Porque com eles é possível construir o mundo. Simplicidade não é ausência de profundidade, pelo contrário, é domínio.

Ao longo desse caminho, algo ainda mais valioso foi construído: uma comunidade. Alguns até deram um nome a ela. Porque marcas que constroem hábito constroem pertencimento.

Como parte da estratégia de lançamento, essa campanha foi levada para o intervalo do Super Bowl — não na TV, mas no YouTube. Rodamos tráfego pago exatamente durante o jogo, capturando a atenção de quem já estava no modo comentário, replay, highlight e busca ativa.

Nem sempre o anúncio mais caro ganha. Muitas vezes, é sobre estar presente no momento certo, no canal certo.

Hoje, o the news reafirma o que sempre foi: objetivo e simples. Trazer informação não para dizer o que pensar, mas para ampliar o que se enxerga.

Porque inteligência não é privilégio. É hábito. E hábito se constrói diariamente.

O futuro pertence a quem entende antes.

É por isso que toda semana este espaço existe. O compromisso continua o mesmo: ampliar seu olhar, trazendo novas tendências, campanhas criativas, insights relevantes ou simplesmente uma nova perspectiva que ajude você a enxergar além do óbvio e se manter um passo à frente.

E pra simplificar, voltamos a origem: trend Report agora é the news trends

🔗 Esta foi a apresentação que deu origem a esse conceito. Check out. 👇🏻

tns | the news.pdf

TNS _ the news.pdf

10.45 MBPDF File

ANOTA ESSA

Clique aqui para um X-Ray no anúncio do Super Bowl.

POLL OF THE WEEK

O que você achou do rebranding?

Conte o porquê e, na semana que vem, vamos compartilhar a resposta e os melhores comentários!

(Continue rolando para ver os resultados do poll da semana passada)

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

🦉 Duobunny. Enquanto o mercado brigava por eyeballs no Super Bowl, a Duolingo decidiu jogar outro jogo: criar utilidade. Optaram por marketing de guerrilha. Lançaram o Bad Bunny 101, um crash course de espanhol para fãs que querem entender as letras, os discursos e viver de verdade o halftime show — que será 100% em espanhol. E ativaram no lead-up: rodaram TV spots antes do jogo, targetearam ouvintes do Bad Bunny em plataformas de áudio, soltaram notificações e ainda fizeram esse vídeo aqui. Tudo sobre aumentar o valor do momento.

🇺🇸 A ex-vice-presidente dos EUA agora tem um hub de conteúdo. Kamala Harris relançou a conta usada na campanha de 2024, apresentando-a no X como um hub progressista liderado por Gen Z. Sem controle editorial direto, a operação ficará com uma agência formada por ex-integrantes da campanha. O foco: produzir conteúdo pró-democracia de olho nas midterms, usando linguagem rápida e memeável para disputar atenção na cultura digital.

👟 A Nike fez collab com um supermercado. Isso mesmo. Lançou um SB Dunk Low com a Kirkland (marca própria da Costco) em um drop silencioso: sem campanha, sem ads, sem influenciador. Disponível por US$185 em algumas lojas nos EUA — members only — e o resale explodiu. Por quê? Identidade + fidelidade — a Costco tem mais de 90% de renovação anual. Nossa aposta: supermercado, mais do que nunca, é marca. E o próximo programa de fidelidade talvez não seja apenas desconto — seja identidade.

🎰 Kalshi e Polymarket apostam em supermercado para reposicionar marca. As duas plataformas escolheram arroz e feijão como mídia. A Kalshi pagou até US$50 em compras em um mercado de Nova York e espalhou banners de apostas pelo ponto de venda. Já a Polymarket anunciou um pop-up gratuito por cinco dias, com US$1 milhão em doação, surfando o debate sobre inflação com o conceito de “free markets” — no duplo sentido. Mais do que ativação, é uma tentativa de trocar mídia tradicional por associação positiva na mente do consumidor.

COMPORTAMENTAL

Se criatividade fosse linear, o mundo todo seria criativo

Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas 🍊, ela recebe 100 por R$ 50. Se alguém corre 5 km em 30 minutos, corre 10 km em uma hora. Certo?

Esse tipo de raciocínio parece óbvio porque fomos treinados a enxergar o mundo assim: de forma linear, acreditando que tudo pode ser explicado por proporção. A lógica nasce com a máquina de escrever, se fortalece com a linha de produção e ganha escala com o Excel.

  • Passamos a organizar o pensamento em sequência: começo, meio e fim. Uma ideia por vez. É eficiente, previsível e confortável. O problema é que não explica tudo.

Cem graus Celsius não são 100 Fahrenheit. Dobrar o investimento em mídia não garante o dobro de impacto. Consumir o dobro de informação não torna ninguém duas vezes mais informado. Nem toda relação obedece a uma progressão direta. Algumas acumulam, outras saturam, outras colapsam.

E a mais importante delas, especialmente para quem cria, é a do cérebro humano. Ele não funciona por soma, nem por repetição, nem por proporcionalidade: ele muitas vezes é assim:

Uma ideia puxa outra, que puxa uma memória, que puxa uma referência sem relação aparente. Pensamos em múltiplas coisas ao mesmo tempo, sem ordem clara, muitas vezes sem sentido, pelo menos à primeira vista.

É nesse mar de ideias que os criativos se diferenciam: criatividade nada mais é do que a capacidade de tornar linear milhares de pensamentos não lineares.

As boas ideias publicitárias surgem quando pontos distantes se conectam. Quando uma referência cultural encontra um problema de marca. Quando algo que não fazia sentido isoladamente passa a fazer sentido em conjunto.

Por isso, segundo esse diretor criativo aqui, a melhor prática criativa não é buscar ordem, mas registrar o caos. Ter um caderno, físico ou digital, onde tudo cabe: ideias incompletas, frases soltas, referências estranhas, pensamentos que ainda não sabem o que são.

Não para organizar imediatamente, mas para permitir que coisas aparentemente desconexas convivam. Porque criatividade não é inspiração espontânea. É repertório acumulado encontrando o problema certo. No fim, não é sobre virar uma pessoa criativa. É sobre treinar o olhar para enxergar relações onde antes parecia não haver nenhuma. E isso nunca foi linear.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🐓 Pra você que não sabe como presentear no Valentine's Day… que tal um nuggets com caviar? É isso que o novo kit do Mc Donald's oferece. So fancy.

🚘 Precisa ter carteira de motorista pra estrelar uma campanha de carro? Pra Volvo, não: a fadinha Raíssa Leal protagoniza essa nova campanha do EX30.

Superbowl highlights:

💊 A primeira pílula de GLP-1. A Novo Nordisk estreou anunciando a primeira pílula de Wegovy com esse filme que conta com trilha sonora do rap e nomes como Dj Khaled.

🎥 Emma Stone em campanha, ou filme? A atriz protagoniza esse ad extremamente bem produzido (filmado em P&B e câmera analógica) para a Squarespace, plataforma de domínios.

🫵🏻 Início da rivalidade de IAs? Na vibe Coca vs Pepsi, a Anthropic, dona da Claude, alfinetou a OpenAI com comerciais que criticam a chegada de publicidade ao ChatGPT. E, claro, Sam Altman não deixou barato e mandou um alô

🚙 Crie seu próprio comercial. Assim como é simples montar seu lanche Uber Eats, a marca permitiu que seus consumidores montassem seu próprio comercial pro SuperBowl.

🎶 Apple Music virou o próprio logo de cabeça pra baixo pra parecer a trave do futebol americano. Trend: Trendsurfing.

🧊 A Coca-Cola fez um paredão de gelo gigante com latinhas congeladas pra que os foliões possam beber conforme ele vai se derretendo durante o carnaval. Trend: Live Mkt.

🗣️ TikTok está testado adicionar fóruns de discussão. Trend. Comentários > conteúdo.

LAST WEEK POLL RESULT:

O marketing precisa de uma nova camada B2A (Business to Agents)?

58.2% aponta que “ainda é cedo para dizer”, já 28% diz que “com certeza”

(Com certeza) “Sem senso critico estamos delegando as IAs muita coisa, inclusive pesquisar o que negociar. Entao sim, precisamos falar com a. IA, porque elas vão deter um % grande da decisao de compra”.

(Ainda é cedo para dizer) “IAs ainda não fazem compras, influenciam, mas ainda não tem o poder de decisão e o dinheiro para ser relevantes a esse ponto”.

🗞️ Indique para um amigo aqui.
👀 Descubra como contaríamos a história da sua marca aqui.
🎧 Escute o nosso podcast aqui.

O que você achou da edição de hoje?

Depois conta pra gente o motivo

Login or Subscribe to participate

até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻

POWERED BY

Keep Reading