3,6 milhões de marcas

bom dia. todos os dias, as pessoas veem mais de 10 mil mensagens publicitárias. levando em consideração os 365 dias do ano, isso significa que seu cliente será impactado por mais de 3,6 milhões de marcas até o fim de 2026. nessa primeira segunda-feira, lembre-se que sua missão é fazer com que a sua marca seja a mais relevante delas.

🎙️Nos ouça clicando aqui.

uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para sua marca. 💭

ANOTA ESSA

Você sente que está cada vez mais difícil gostar de marcas, mas ainda se empolga com boas campanhas? Esse autor também. Ele explora por que estamos saturados de marcas, mas seguimos obcecados por marketing, e o que essa contradição diz sobre atenção, criatividade e relevância hoje.

RESUMO DA SEMANA

Hot takes pelo 🌎

🛒 O TikTok deixou de ser só rede social e virou app de compras. Nos EUA, foi a 3ª marca que mais cresceu em consideração de compra em 2025, movimentando mais de US$ 500 milhões apenas entre Black Friday e Cyber Monday. A entrada de marcas como Disney valida o modelo. O diferencial? Vender através do entretenimento, e não apesar dele. (Leia mais).

🤖 Meta e Manus. Sem nenhuma ferramenta de IA realmente rentável até aqui, a aquisição coloca a Meta no jogo da IA de forma mais forte. No marketing, o movimento habilita AI ad creation no Instagram e no Facebook, automatiza tarefas de conteúdo, respostas a clientes, criação de criativos, geração de insights, personalização, vendas no WhatsApp e muito mais. No fim, a Meta sai da IA “conversacional” e entra na IA que age, executa e resolve tarefas. (Veja só).

💳 O fim do "Metrocard” em NY. Os cartões usados por décadas para acessar o metrô da cidade foram descontinuados, e com eles vai embora um pequeno ícone do cotidiano urbano. Muito além de um meio de pagamento, o cartão virou espaço publicitário: estampou diversas campanhas (veja aqui). Era algo visto todos os dias, repetidamente, por meses ou anos, criando hábito, memória e apego emocional. Um lembrete de que, às vezes, são os objetos mais banais que melhor geram lembrança de marca.

🤌🏻 Trend alert para 2026: scratch-and-sniff outdoors. Perfume, beleza e higiene sempre sofreram para comunicar algo que não se vê, só se sente. Quando o cheiro entra em cena, a experiência finalmente fica completa. O formato ativa curiosidade, memória sensorial e participação física: você precisa parar, tocar, interagir. Em um mundo de mídia cada vez mais passiva e ignorável, esse tipo de OOH funciona porque quebra o automático, transforma anúncio em experiência e faz o corpo participar da mensagem. (Veja alguns)

BIG STORY

Como anda sua saúde cerebral?

Vamos testar….

(Imagem: MindOrbitTest)

Identifique o elemento que falta:

Opções de alternativas na esquerda

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Bom, espero que você tenha acertado. Você pode fazer o teste todo aqui.

Mas, se não acertou, tudo bem — ainda dá tempo de cuidar disso. Afinal, saúde cerebral é a nova grande tendência de wellness de 2026.

Brain Economy

O termo brain economy já existe há algum tempo em pesquisas acadêmicas. Ele parte da ideia de que a saúde e as habilidades do cérebro — o chamado brain capital — são ativos centrais da sociedade, impulsionando inovação, produtividade e crescimento econômico.

Mas em 2026 esse conceito muda de escala. Não estamos mais falando só de cérebro como ativo econômico, e sim de uma mudança cultural: a forma como pessoas e a própria economia passam a valorizar foco, clareza mental e saúde cognitiva.

Por isso, nossa aposta é: uma das maiores tendências de bem-estar em 2026 é a saúde cerebral.

Por quê?

Porque estamos falando de gerações obcecadas por saúde e produtividade. Pessoas que querem fazer mais do que nunca — mais trabalho, mais projetos, mais estímulos. Mas sem foco suficiente para isso. E se foco não existe performance. Sem clareza mental, não tem objetivo que se sustente.

É aí que o cuidado com o cérebro entra.

Consumidores começam a adotar rotinas para construir o que muitos já chamam de “brain wealth”: cuidar da mente como parte essencial do bem-estar. Isso impulsiona a demanda por produtos, serviços e experiências focadas em foco, sono, energia mental e longevidade cognitiva.

Só para ter uma dimensão:

o mercado de digital brain health — plataformas, apps, wearables e ferramentas de monitoramento cognitivo — deve crescer de ~US$ 248 bilhões em 2025 para quase US$ 478 bilhões até 2034.

E, nos EUA, isso já virou comportamento. Pessoas estão pagando entre US$ 4 mil e US$ 7 mil para escanear e analisar o próprio cérebro. O Dr. Amen virou celebridade justamente por transformar saúde cerebral em algo aspiracional. Veja só aqui.

O que um raio-x do seu cérebro pode revelar. Assista

E por que isso importa?

Porque onde tem dinheiro, tem atenção. E é mais um territorio que marcas que querem falar de saúde podem pular dentro. E como quem é esperto não perde tempo, essas são algumas que já vimos:

  • Recess — calma, clareza e redução da ansiedade

  • Magic Mind — shot funcional para uma mente mais afiada e calma.

  • Kenetik — bebida funcional para saúde cerebral

  • Muse — headband que monitora estados mentais

  • Huberman Lab — ciência do cérebro como mídia de massa

  • Brain.fm — uma “rádio” com música funcional para foco e produtividade

O key takeaway

Consumidores estão entendendo que saúde é o pilar básico para tudo, e figuras de sucesso cada vez mais verbalizando isso. Vivemos em um mundo obcecado por dopamina, conforto, velocidade e produtividade infinita, e uma hora a conta chega. E quando chega, o consumo muda de lugar.

Surge aí o paradoxo da brain economy: usar inovação para desacelerar um mundo que nunca para.

E uma nova onda de marcas podem ganhar destaque não prometendo mais performance, mas ajudando o cérebro a aguentar o atual ritmo do mundo.

BRAND MARKETING CASE STUDY
400 collabs de marca depois…

Você quase certamente foi impactado pelo universo Wicked nos últimos meses. Talvez no varejo. Talvez porque sua filha, sobrinha, ou você mesmo, acabou sendo influenciado a ir ao cinema. Ou simplesmente porque o filme tomou conta da sua timeline. E isso não é por acaso: o filme é consequência de um IP maior, construído ao longo de anos.

Depois de virar um dos musicais mais relevantes da Broadway, Wicked chegou ao cinema já com um fandom ativo — o que ajuda a explicar a estreia de US$ 147M nos EUA e US$ 223M globalmente, o maior lançamento da história para uma adaptação da Broadway.

E o maior alavancador disso, foi o marketing: em específico, uma estratégia de collabs em escala. Foram 400+ parcerias, gerando cerca de US$ 330M em valor de mídia e 28 bilhões de impressões. (Vejá só)

Moda, beleza e varejo funcionaram como linguagens complementares para expandir o mesmo universo, guiadas por uma curadoria clara e alinhada aos pilares do IP: autoexpressão, identidade, dualidade e transformação. Muitas dessas collabs também seguiram uma lógica bem definida de escassez e colecionabilidade, reforçando desejo, valor percebido e engajamento dos fãs.

Na prática: marcas de beleza exploraram Glinda e Elphaba como códigos de expressão pessoal; o varejo levou Oz para casa e moda acessível; alimentos e bebidas colocaram o IP em momentos cotidianos e familiares.

Por que isso foi essencial para a marca

1. Ampliação de público: Wicked alcançou gente que talvez não fosse ao cinema de imediato, mas encontrou o IP na prateleira, no varejo e/ou nas redes.

2. Frequência e repetição: Diferente de trailers ou anúncios, produtos físicos mantêm o filme presente por semanas — em uso, exposição e compartilhamento.

3. Menos dependência de mídia tradicional: Com US$ 330M em valor de mídia gerado, a campanha reduziu a necessidade de grandes picos de investimento em mídia paga.

The takeaway?

O que Wicked fez parece mais com uma estratégia de creator economy: em vez de falar sozinho, convidou centenas de marcas — cada uma com audiência, linguagem e autenticidade — para co-criar o universo.

O filme não precisou disputar atenção. Ele se espalhou por quem já tinha atenção.

BYTES TO BITE
Um giro pelas últimas campanhas de destaque

🔮 Uma campanha offline desenhada para dominar o online. Timothée Chalamet se tornou a 1ª pessoa a aparecer no topo da Las Vegas Sphere, em um stunt para divulgar Marty Supreme.

🏔️ Uma campanha só em áudio. Foi o que Thylacine, em parceria com o turismo suíço, fez para promover o destino: menos sobre vender a cidade, mais sobre vender a sensação de estar lá.

✈️  2026 é o ano em que o formato importa mais do que o conteúdo, e a Philippine Airlines parece ter entendido isso. A companhia transformou o tradicional vídeo de segurança de voo no formato que seu público ama consumir: telenovela. Vale assistir (risos).

☕ A primeira coisa que muitos viram na manhã do dia primeiro de janeiro? Um Mc Café. É a premissa dessa campanha fofa do Mc Donalds UK.

⌚“The brand of the people”. Esses são os anúncios que tornaram a Casio exatamente nesse slogan.

🗝️ Something old: em 2005, a Apple usou “Feel Good Inc.” de Gorillaz para esse comercial icônico dos iPods e explodiu a música no mundo inteiro.

TRENDING NOW

🧼

Essa marca passou a ser a skincare oficial do Team USA nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

🏰

Essas são as 15 previsões de Hollywood para 2026 (spoiler: Disney mira IP de Taylor Swift).

📺

Essas são as 6 companhias que controlam quase todos os anúncios que você vê.

👟

Isso é o quanto as buscas por “Nike Techs” dispararam após Maduro ser capturado usando um conjunto da marca.

LAST WEEK POLL RESULT:

O que vocês acharam da polêmica da Havaianas?

43,36% apontaram como “exagero total”, seguidos por 23,31%, que enxergaram a ação como uma “estratégia calculada”.

“Se tudo for visto com viés político, tudo vira debate político. Estamos em tempos que necessitam de um olhar mais leve para temas irrelevantes”

“Uma ótima estratégia para gerar essa histeria coletiva. A marca ta na boca do povo e daqui 3 meses, tomo mundo esqueceu e volta a comprar”

“Quem lacra, não lucra.”

“Num momentomde polarização, véspera de ano eleitoral, totalmente desnecessário essa campanhainclusive já vi empresas que demonstram simpatia por um lado político perder mercado se o outro lado assume o poder e quem se mantem na neutralidade, perpetuar, seja qual for o dono da cadeira”

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